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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Parte 2

Fui para a calçada esperar eles chegarem mais perto em quanto olhava fixamente para o Tiago, com medo de olhares indesejados da menina loira, que pelo canto do olho conseguia ver que ainda me encarava. Fiquei com um olhar vazio olhando para eles tentando lembrar de onde a conhecia,então notei que eles já estavam na minha frente.
- Você está bem? - perguntou Tiago, me olhando com aqueles olhos castanhos lindos e brilhantes.
- Sim, só estava pensando.
- Vamos?
- Claro.
Em quanto andávamos, cheguei perto dele e perguntei qual era o nome das meninas.
- A menina morena é a Jéssica, ela é da minha turma de inglês e diz ser da sua turma de geografia junto com o Bruno. - Ele disse bem baixinho
- Estranho, nunca notei ela.
- A loira se chama Eduarda, ela é de uma escola do outro lado da cidade e faz aula de guitarra comigo.
- Você sabe se essa Eduarda me conhece de algum lugar? Tenho a sensação de conhecê-la, mas não sei de onde.
- Eu não sei se ela te conhece, mas quando nós estávamos chegando perto de sua casa, ela cochichou algo para a Jéssica.
O parque não era muito longe, andamos mais umas três quadras e já estávamos lá. Não tinha muita gente, o que era bom, pois não teríamos que esperar na fila dos brinquedos. Eu realmente não estava com vontade de passar o dia inteiro com a tal Eduarda me encarando, a única coisa que consegui fazer foi quando eles decidiram ir à roda gigante, eu ir no outro cesto com ela e a Jéssica.
A roda gigante rodava e Eduarda ainda me encarava. Parecia que ela não gostava nada de mim. Mas porque será? Eu nunca fiz nada para ela, pelo menos que eu me lembre. Percebi que eu estava enganada quando, depois do brinquedo ela veio puxar papo comigo.
- Oi, Karine ?
- Sim, e você é Eduarda, certo?
- Sim. Estuda com o Tiago?
- Sim, ele é da minha turma de Educação Física.
- Ah tá, eu faço aulas de guitarra com ele, e ele toca muito bem. Me pareceu que ele gosta de você.
Dei uma risadinha e fiquei olhando para ele. Olhei pra ela, me enchi de coragem e falei:
- Eu tenho a sensação de te conhecer de algum lugar, mas não sei de onde.
- Há, sabia que você não ia se esquecer de mim tão fácil
- Como assim?
- Minha mãe é a Julia, amiga da sua mãe. Quando nós éramos pequenas brincávamos na sua casa. No dia da festa de aniversário da sua mãe você encheu minha bolsinha da Betty Boop de pudim e nós nos odiamos desde aquele dia.
Fiquei meio sem graça em quanto me lembrava do que havia feito para ela. Não sabia o que falar depois disso, queria virar um avestruz e enfiar minha cabeça em um buraco. Agora sim eu me lembrava dela, e do incidente do pudim e da bolsa da Betty Boop. Pois é, eu não queria mais o pudim, tinha sete anos e não sabia onde colocar, mas tinha uma bolsa feia e vazia na minha cara, não pensei duas vezes em jogar o pudim lá dentro.
Ela voltou a olhar para mim com um pouco de fúria nos olhos, acho que lembrou-se de tudo também.
- Bom, vamos esquecer isso ? É melhor corrermos para a montanha-russa, eles estão indo para lá. Vamos?
- Ok.
Não pensei duas vezes nisso também, qualquer coisa pra não ter que ficar sozinha com ela lembrando passado. Também, faz uns sete anos que isso aconteceu, não tem porque guardar rancor por uma coisinha assim. Chegamos à entrada da montanha Russa e o Tiago tinha guardado um lugar pra mim junto com ele. Ele olhou pra mim me provocando com aquele sorriso perfeito e disse:
- Não precisa ficar com medo ok? Eu to aqui.
- Não vou esquecer
A montanha russa começou a subir, eu ainda estava bem, mas depois que começou a descer eu comecei a ficar meio enjoada. Ela subiu, desceu, subiu, desceu, subiu mais uma vez e desceu várias vezes. Fiquei meio tonta e os gritos das outras pessoas não ajudaram em nada. Na hora de sair da montanha russa, Tiago saiu na frente e na mini escada que havia acabei tropeçando e ele me segurou. São nessas horas que eu amo ser desastrada.
- Você está bem? – perguntou ele preocupado.
- Sim, só fiquei um pouco tonta ao sair da montanha-russa. Agora já estou melhor.
Também, depois de cair no colo dele, quem não ficaria bem?
- Tem certeza?
-Sim.
Ele continuou me olhando um pouco preocupado, mas logo percebeu que eu já estava bem e começou a sorrir novamente. Voltei a ficar um pouco tonta depois disso, mas de emoção, pois percebi que ele se preocupava comigo. Caída em seus braços, olhando para ele, tentava achar um defeito mas antes que eu pudesse falar qualquer coisa, Eduarda me puxou carinhosamente, para eu ficar de pé, o que eu não queria e muito menos conseguia.
Quer que eu busque água? - Ela me perguntou com seus olhos, azuis bem clarinhos, que mostravam um ar meio zombador. Eu não queria ter que aguentar isso também.
- Sem gás. - Falei retribuindo o olhar da mesma forma.
Ela saiu em direção a banquinha de comida, mas antes me deu a velha e básica olhada de desprezo. Naquele momento notei que não poderíamos ser amigas.

7 comentários:

Cristina disse...

Adorei. E agora será que vai rolar uma disputa, estou curiosa. Aguardo....

Helena disse...

ai, ai ... está do pudim foi fatal, rsrsrs ...

Lucia disse...

Muito legal a segunda parte... já divulguei o Blog de vocês entre a minha lista de contatos...bj

Maísa Augusta Borin disse...

Ufa, ser desastrada tem uma vantagem, pelo menos uma.Muito bom meninas

Tainá Valenzuela disse...

Ameeei! e tou super curiosa!!!

lydia disse...

Gostei muito, parabéns pela iniciativa, estou curiosa para ler a continuação... bjs

Eliane disse...

Ótimo guria.Vá em frente.Fiquei muito curiosa.Quero ver no que vai dar.Vou ficar esperando.bjus

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